Texto, textualização e agência humana na era da IA generativa
DOI:
https://doi.org/10.26334/2183-9077/rapln15ano2026a3Palavras-chave:
texto, textualizar, IA generativa, linguística do texto, agência humanaResumo
Este artigo discute em que medida os produtos da IA generativa podem ser considerados textos atendendo à linguística do texto. Partindo de um diálogo pedagógico ocorrido na unidade curricular de Linguística do Texto, na NOVA FCSH, o estudo analisa respostas produzidas por três modelos de IA generativa – ChatGPT 4, ChatGPT 5 e Gemini 2.5 – a partir de perguntas centradas na noção de texto, na distinção entre gerar, produzir e fazer texto e na autoria. O enquadramento teórico mobiliza autores das tradições anglófona, francófona e lusófona, com destaque para Halliday e Hasan, Beaugrande e Dressler, Bronckart, Adam, Rastier, Marcuschi, Coutinho e Miranda. A análise mostra que os modelos tendem a privilegiar uma conceção formal e funcional do texto, centrada em critérios de textualidade, deixando em segundo plano a sua dimensão empírica, social, praxeológica e agentiva. Conclui-se que a IA generativa pode gerar sequências textuais plausíveis, mas não produz textos.
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